INTRODUÇÃO AO TEMA

O tema do mês de Abril/2017 é: Acesso à Internet

A ideia de um mundo conectado não é nova. Os homens, apesar de barreiras linguísticas, culturais e sociais, trocaram informações, se influenciaram e se beneficiaram de trocas sociais desde a Antiguidade. Estar conectado significa, em alguma medida, acessar ou obter informações que mantenham os homens em coesão com o próprio espaço vivido e com as pessoas ao seu redor. Assim, estar conectado trata-se de algo muito maior que o ato de se comunicar. Trata-se de apreender e dispersar conteúdos, gestos, saberes e intenções que carregamos a partir de nosso papel e meio social.

A invenção e a popularização da internet, a partir da década de ’90 no Brasil, popularizou o acesso a conteúdos de diversas fontes e locais de produção permitindo que o sentido de conectividade ultrapassasse as estradas e mares, e caísse na Rede: na “world wide web”. Uma rede que une informações que se diversificam em forma, sentido, objetivo, local, independentes da distância, do tempo, de quem as acessa e os porquês de tais acessos. Nesse sentido, a facilitação do acesso à informação tem sido considerada importante veículo que auxilia na diminuição das desigualdades sociais, ajudando a população no esclarecimento dos fatos que a permeia e assim auxiliando indivíduos a tomarem decisões importantes para suas vidas.

Reconhecendo a importância do acesso à informação, torna-se lógico se alarmar com o fato que um terço da população brasileira não possui acesso à internet, ou dois terços no caso da Índia (sim, 2 em cada 3 pessoas)*. Por isso, este mês iremos dedicar nossos estudos à importância do acesso à informação online, à importância da veracidade dessas informações, às iniciativas de inclusão digital e às inovações que levam nossa população cada dia mais perto da informação e do conhecimento.

*Fonte: Internet Live Stats, reconhecida pela W3C

Leituras relevantes sobre o tema:

(inclua abaixo sugestão de leituras que acredite interessantes para este tema)

Escola do Futuro é vanguardista na inclusão digital

Rafael Oliveira - Jornal da USP

“Não é a utilização da tecnologia pela tecnologia. É o modo como eu me aproprio dela, pensando em promover a cidadania e o empoderamento, sobretudo de jovens e adultos que tenham condição não só de receber o produto midiático, mas de questioná-lo. E a Internet possibilitou que as pessoas não apenas recebessem, mas participassem da rede”
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Mais da metade da população brasileira acessa a internet

Alessandra Saraiva - Valor

“Dados de 2014 mostram que 36,8 milhões de lares já tinham conexão. Smartphone virou aparelho nº 1 para acessar internet no Brasil.”
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Smartphones: a inclusão digital definitiva

Panorama

“Foi a indústria da computação resolvendo um problema que ela mesmo havia criado, ou seja, tornando simples e barato o uso de um computador.”
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Brasil lança satélite que permitirá acesso à banda larga em áreas remotas

Lais Lis e Gustavo Aguiar - G1

“Satélite de controle brasileiro será usado para oferta de internet banda larga e pelo Ministério da Defesa; investimento foi de R$ 2,78 bilhões.”
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Acesso à banda larga cresce, mas escolas ainda enfrentam desafios para incluir tecnologia no dia a dia

Paula Minozzo

“Conexão lenta à internet, computadores defasados e até mesmo a insegurança barram iniciativas para que alunos da Capital possam aprender usando dispositivos.”
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Como a internet chega em lugares remotos?

Revista Galileu

“Com drones, balões e satélites. Estudos mostram que a inclusão digital tem impacto significativo no PIB de um país. Hoje, mais da metade da população mundial não tem acesso ao serviço.”
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Como Lugares Remotos Podem, Sozinhos, Conseguir Sinal de Telefonia Celular

David Talbot - MIT Tech Review

“Com números de telefone suecos e uma estação base presa a uma árvore, uma aldeia remota da Indonésia gere sua própria empresa de telecomunicações.”
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Celular se torna principal meio de acesso à internet nos lares, diz IBGE

Bruno Villas Boas - Folha

“Dos lares conectados à internet, 80,4% dos acessos era feito por aparelho celular.”
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Vídeos sobre o tema:

Projetos relacionados ao tema:

(inclua abaixo sugestão de projetos que acredite interessantes para este tema)

Acessa SP

Acessa SP

Programa de Inclusão Digital do Estado de São Paulo

Acesso ao projeto

Projeto Loon (Google)

Projeto Loon (Google)

Internet por balão para todos

Acesso ao projeto

OpenCellular (Facebook)

OpenCellular (Facebook)

"O Facebook assumiu a missão de levar internet para lugares isolados ou com infraestrutura precária..."

Acesso a matéria sobre o projeto

Lupa - Piauí

Lupa - Piauí

A primeira agência de fact-checking do Brasil

Acesso ao projeto

Reflexões:

A reflexão sobre este tema se dividiu em três partes::

1) O conhecimento sobre a realidade atual da condição de acesso à internet no Brasil.
2) Quem são os responsáveis por mudar esta realidade para uma condição melhor.
3) Quais os impactos sociais na população advindas do aumento do acesso à internet.

E eis que:

1) A realidade atual: 

Somente em 2014 chegamos à marca de 50% da população com acesso à internet (vide artigo adicionado na página). Hoje, o número gira em torno de 66% (W3C Internet Live Stats). Este aumento foi causado majoritariamente pela popularização do acesso via smartphones.

http://www.internetlivestats.com/internet-users-by-country/

Para informações mais recentes acesse o link abaixo:
http://www.avellareduarte.com.br/fases-projetos/conceituacao/demandas-do-publico/pesquisas-de-usuarios-atividades-2/dados-sobre-o-publico-alvo/internet-no-brasil-2016-estatisticas/

Entre os dados de 2016 disponibilizados acima, chamo atenção para os seguintes:
Brasil é 87º no mundo em velocidade da internet.
37 cidades concentram 50% da banda larga fixa do Brasil.
Fibra óptica cresce, mas ainda responde por apenas 5,77% da banda larga.
Menos de 30% dos brasileiros dizem navegar na Internet no trabalho.
No Brasil, a cada hora de navegação, 35 minutos acontecem em redes WiFi.

2) Os responsáveis:

Por muito tempo acreditei que o potencial de maior expansão do acesso à internet estava nas mãos das grandes operadoras de telefonia e que as deficiências atuais de acesso eram meramente resultados do fato que providenciar acesso a lugares remotos não é lucrativo. Mas hoje temos outros jogadores em campo. Desde projetos um tanto inusitados como o Projeto Loon do Google ou o OpenCellular do Facebook até projetos como o exposto em artigo do MIT Tech Review onde universitários criaram uma rede celular na Indonésia. Agora, hoje (04/05/2017) o governo brasileiro confirmou o lançamento de um satélite de controle 100% nacional após investimento de R$2,78bi. Tudo bem que uma boa parte desta tecnologia será utilizada para fins militares porém o plano também inclui a expansão do acesso à banda larga no Brasil. Ponto positivo para o Ministério da Defesa.

3) O impacto social:

De uma forma bem resumida e educativa, o vídeo abaixo do Projeto Loon supracitado mostra sucintamente porém de forma direta os impactos sociais da expansão do acesso à internet:

https://www.youtube.com/watch?v=NaC3WpX7FZo

De uma forma um pouco menos resumida:

“A construção da cidadania, da inserção social e da valorização do indivíduo passa necessariamente pelos meios de comunicação e de informação de um país. De acordo com essa ótica, a inclusão digital, nos dias atuais, tem um papel fundamental. Estar excluído do meio digital, ainda que em conhecimentos básicos, nos dias atuais é quase tão grave quanto o analfabetismo no passado. (…) Tem se comentado no Brasil sobre a necessidade de se fazer a inclusão socioeconômica e humana das pessoas, procurando a igualdade de oportunidades e direitos, independentemente da condição social, sexo, idade e condição física ou mental, religião, etc. A inclusão digital é a democratização do acesso às tecnologias da Informação, um modo de educação não formal que visa permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Um indivíduo incluído, digitalmente, não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails; mas, aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.”

Sauane Marcelino


“A internet no Brasil se desenvolveu em torno de 1980. Era algo muito restrito para funcionários de universidades e professores. Em Maio de 1995 (eu tinha 05 aninhos) a internet deixou de ser privilégio de poucos e foi “aberta” ao público.

Desde então, o aumento é claro e muito devido aos chamados “smart phones”. Quem hoje em dia não tem um no bolso? Alguns optam em ter um automóvel parcelado em 5 anos – sem entrada e com juros abusivos -, financiar um apartamento em 30 anos; mas não deixam de ter um iphone de última geração. Aliás, o que seria última geração no mundo de hoje? Onde a “geração” se torna obsoleta em menos de uma semana.

Somos da geração do: “Comprar um terreno e investir em imóveis na planta? Não! Prefiro usar meu smart phone para criticar o sistema e o governo nas redes sociais. Afinal, estou sempre sem dinheiro e a culpa é do governo”.

Claro que, o acesso a internet facilitou muito a vida de todos, desde pedir comida de forma gratuita em um domingo a noite, até fazer uma entrevista de emprego por conference. Mas, a partir do momento em que pessoas estão bitoladas e dando mais atenção ao instagram que às suas vidas de forma “social”, algo está errado. Cybersickness, Nomophobia, Cibercondria e por ai vai…

Não posso ser hipócrita e dizer que não uso internet. Muito pelo contrário. Whatsapp e Diego Fortuna caminham juntos. Aplicativos de Bancos então, nem se fale. Nos resta imaginar o que está por vir, talvez wifi liberado nas ruas do mundo todo? Assim como as rádios foram no passado, por desejo do Italiano Guglielmo Marconi (inventor do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios, em 1896).”


 – Diego Vedovato Fortuna

Opinião Pública

(inclua na seção abaixo seus comentários, devaneios, viagens filosóficas sobre este tema… queremos aprender contigo)

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